Por Militão – Somos gigantes por nossa própria natureza

Cruzeiro campeão da Taça Brasil de 66 e da Libertadores em 76

Cruzeiro campeão da Taça Brasil de 66 e da Libertadores em 76

Cruzeiro, no  mundo é um clube de uma das histórias mais lindas que o futebol pode proporcionar.

Começa no ano de 1921, formado por imigrantes italianos, vindo de uma nação em crise e muitos para substituir a mão de obra escrava, os negros tinham sido libertados da escravidão.

Mas a elite belo-horizontina não aceitou bem os “intrusos”, que passaram a ser perseguidos. Os ‘nobres” de nossa cidade, chegaram ao ponto de destruir o patrimônio do clube, incendiaram o seus estádio.

No final da segunda grande guerra, passamos a nos chamar CRUZEIRO ESPORTE CLUBE,   em homenagem ao símbolo maior da pátria brasileira, a constelação do cruzeiro do sul, já que o governo brasileiro proibiu o uso de qualquer nome que fazia alusão aos países do EIXO. (Alemanha, Itália e Japão )

Bem antes de mudar o nome, dois cruzeirenses apaixonados pelo clube já frequentavam as arquibancadas nos jogos do ainda então Palestra Itália.

Plínio Barreto, maior jornalista cruzeirense e Felício Brandi, moleque ainda, ele ainda nem fazia idéia que se tornaria o maior presidente da história desse nosso grandioso clube.

Uma história engraçada que a mãe de Felício conta, é que ela só permitia a ida dele aos jogos do clube, com a presença do seu melhor amigo, Plínio.

No início dos anos 60, o visionário Felício assumiu o Cruzeiro com um único objetivo, fazer do Clube, o maior time do mundo.

Dentre várias façanha feita pela administração do Felício, vale lembrar as duas conquistas, de 1966 e 1976. Heroicas e imortais, como o próprio hino diz. Como não se orgulhar de um time que humilhou o que era considerada a melhor equipe do mundo, o de Santos de Pelé.

E a conquista da libertadores de 1976! Foi uma ato de puro heroismo, a equipe superou tudo. Adversários, arbitragens, torcidas rivais… até a morte aqueles guerreiros tiveram que enfrentar. Roberto Batata faleceu com a competição em andamento. Nada nem ninguém foi capaz de parar aquela seleção que vestia azul,

E imaginem só, no ano que essas conquistas completam 50 e 40 anos, títulos que estão na galeria dos mais importantes da história vitoriosa do Cruzeiro, o clube, através do seu departamento de marketing, não fez um projeto sequer para celebrar a nossa história. Para homenagear quem lutou, suou, sangrou pelo nosso amado e grandioso clube.

Somos gigantes pela nossa própria natureza, falta as pessoas responsáveis do clube acreditarem nisso.

Fábio Militão

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