O causo Dudu – Verdades, Mitos e a Base do Cruzeiro

11066087_705194789610360_3210985931282953009_nEduardo Pereira Rodrigues, meia, natural de Goiania. Saiu de sua casa quando tinha apenas 12 anos e foi tentar a vida no futebol, foi parar em um clube bem longe de suas origens, quase 900 km de distância. Mas…

Não estamos falando de um clube qualquer, Eduardo Pereira Rodrigues, mais conhecido como Dudu, veio para o Maior de Minas, o Cruzeiro Esporte Clube.

Chegou para a categoria SUB-15. O pequeno e franzino garoto foi logo se destacando. Pelo seu futebol e sua personalidade.

Assim como em outros tantos casos, a infância de Dudu não foi fácil, aconteceram alguns problemas, que não me cabe aqui revela-los, mas posso lhes garantir que para uma criança de 12 anos, são situações difíceis de serem esquecidas.

Pois então como eu ia dizendo, Dudu chegou ao clube com apenas 12 anos, um pré-adolescente. Então penso eu que cabia ao clube não somente formar o atleta, mas também formar o homem que ele viria a se tornar, ou estou errado? E até um determinado momento foi isso que aconteceu. Sobre a tutela do então diretor das Categorias de Base do Cruzeiro, Ricardo Drubscky, o jovem meia seguia com retidão os seus passos iniciais no futebol.

Claro que como todo adolescente, isso faz parte da idade, vez ou outra o jovem jogador dava trabalho. Mas nada que uma boa conversa não resolvesse.

No juvenil Dudu fez história, participou em um dos melhores grupos já formados pela base do Cruzeiro. Ganhavam tudo e o futebol do meia estava cada dia mais refinado. Dudu misturava técnica, que lhe sobrava, com muita vontade e disposição.

Depois de dois anos vitoriosos na categoria juvenil, chegou a hora de encarar a equipe juniores do Cruzeiro. Mas… Mudanças na Diretoria da Base, sai Drubscky e entra Dimas Fonseca, seguido por Newton Mota, que serie uma espécie de diretor de futebol da Toca I.

Coincidentemente o futebol de Dudu caiu. O jogador já não estava tão centrado como antigamente. Continuava um jogador diferenciado, mas começaram a aparecer os problemas extra campo. Talvez porque seu “pai” Ricardo Drubscky não estava mais lá para lhe dar conselhos. (a forma e os conceitos de Drubscky trabalhar eram completamente diferentes do novo diretor Dimas Fonseca).

Dudu não teve uma passagem brilhante pelo Júnior do Cruzeiro, mas em 2009, seu potencial o levou até o profissional do Clube. Seu primeiro treinador na Toca II foi Adilson Batista e olha, ele não dava mole para os “juvinhas” como ele falava. Cobrava muito, até mais do que os já mais experientes.

Dudu estreou no dia 14/06/2009, na derrota do Cruzeiro para o Palmeiras por 3 a 1 no Palestra Itália ele teve ainda mais 5 oportunidades nos times montados por Adilson Batista.

O ano de 2010 foi muito pouco proveitoso para o meia. Com a saída de Adilson Batista e a chegada de Cuca, Dudu ficou meio de lado. Fez apenas um jogo em todo a temporada.

Já em 2011 a história foi outra. Cuca usou o atleta em 15 partidas, Ele finalmente marcou o seu gol como profissional do Cruzeiro, foi contra a Caldense, pelo Campeonato Mineiro, na vitória da Raposa por 3 a 0 e ele voltaria a marcar, dessa vez contra o América-TO.

Tudo caminhava para uma belíssima temporada do promissor meia… caminhava. Depois da eliminação do Cruzeiro na Libertadores para o Once Caldas, Cuca entrou em um inferno astral e deixou o comando do time, Joel Santana assumiu.

Papai Joel utilizou Dudu em três jogos, sua última partida com a Camisa do Cruzeiro foi contra o Bahia, na Arena do Jacaré, placar de 2 a 1 para a Raposa.

Bão. No dia 26 de agosto de 2011, sexta-feira, o Cruzeiro iniciou as tratativas com o Dínamo de Kiev para vender o meia Dudu para os ucranianos.

Nesse mesmo dia, Dudu usou a sua conta no Twitter e escreveu que não gostaria de deixar o clube. Foi um alvoroço no Clube que tratou de desmentir o jogador e falar que ele tinha se equivocado e naquela noite, o jogador através da TV do clube fez um pronunciamento, cheio de “empolgação e animação” por estar sendo vendido, como vocês podem ver abaixo.

O clube chegou a insinuar pelos cantinhos, que a venda do Dudu foi necessária, pois o jogador era muito baladeiro. Pera aí… Vale lembrar que, ele chegou ao Cruzeiro com 12 anos, com uma carga emocional negativa gigante, se ele era baladeiro parte da culpa pode ser creditada ao Clube, que tinha como obrigação formar o homem e o atleta. Mas isso vale outro texto.

O que eu me questiono é o seguinte. Depois do Dudu, quem mais a base do Cruzeiro revelou? Lucas Silva? Sim foi ótima revelação, mas teve o mesmo destino do Dudu, rapidinho virou “plata”. Alisson, Elber? Talvez, mas eles não dão sequencia em seus trabalhos, se machucam muito. A passagem pífia de Paulo Bento no comando técnico da Raposa, serviu para uma única coisa. Mostrar como a Categoria de Base do Cruzeiro anda mal das pernas. Porque olha, o portuga até que deu muitas chances para atletas da base e o resultado…. Bom Todos puderam ver.

O pior, é que hoje, o Dudu que não servia para o Cruzeiro pois era baladeiro, ta indo muito bem no Palmeiras, pode até ser campeão Brasileiro esse ano.

Difícil, custa-se a formar um bom jogador na base e quando isso acontece, logo dão um jeito de passar nos cobres o atleta.

Se não da para sair nem um lateral da Toquinha, joga tudo no chão e constrói um estádio no lugar. Mas se formar… Vão vender. É duro Osvaldo.

Galeria de fotos do meia Dudu na Base do Cruzeiro

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