ETERNO – MARCO ANTÔNIO BOIADEIRO

Boi, boi, boi,
Boi, Boiadeiro
Vê se faz um gol pra torcida do Cruzeiro!
E se não fizer, não tem problema não,
Toca pro Renato o terror do Mineirão!

Esse cântico foi uma tendência que se viralizou pelos quatros cantos do Mineirão na década de 1990. A Velha Guarda nostálgica vai reviver na memória momentos sublimes ao relembrar o itinerário de Marco Antônio Ribeiro, que para os seus mais íntimos dez milhões de Cruzeirenses era simplesmente BOIADEIRO. Paulista nascido na cidade de Américo Campos, Marco Antônio Boiadeiro começou a carreira futebolística no Guarani de Campinas, tendo tido posteriormente passagens vitoriosas por Vasco, Flamengo e Corinthians.

No Cruzeiro, Boaideiro desembarcou no início da década de 1990, permanecendo até o ano de 1994. Foi um dos protagonistas de uma década literalmente vitoriosa, sendo bi campeão da Supercopa dos campeões da Libertadores (1991-1992), campeão da Copa do Brasil (1993) e campeão mineiro (1992).

Jogador de imensa capacidade técnica, Boiadeiro foi uma meio-campista clássico, daqueles que estão escassos na atual conjuntura do esporte bretão. Com seu estilo cadenciado e suas meias “arriadas”, era um excelente distribuidor de bolas, posto que sempre proporcionava aos colegas condições favoráveis de marcar o gol. Charles, Renato Gaúcho e Mário Tilico não me deixam mentir. Além disso, era proprietário de um privilegiado arremate que não escolhia perna. Isso mesmo, Boiadeiro chutava bem com as duas pernas. No primeiro jogo da final da Supercopa de 1992, o meia fechou a tampa do caixão do Racing em um lindo chute de canhota fora da grande área, colocando a bola engenhosamente na gaveta do gol defendido por Carlos Roa.

Segundo análise dos críticos, Boiadeiro vivenciou nos seus três anos de Cruzeiro sua melhor fase técnica. Tanto que nesse período o atleta chegou à seleção brasileira. Por causa desse fato, o humilde escriba que aqui resenha tomou ojeriza desse celeiro de bandidos chamado CBF. E não foi porque o Boiadeiro foi convocado! Na época, a convocação de Boiadeiro coincidiu com a disputa do segundo jogo da final da Copa do Brasil de 1993. O Cruzeiro através do então presidente César Masci solicitou que o atleta se apresentasse no dia subsequente a final. O pedido foi negado e Boiadeiro desfalcou o Cruzeiro na grande final no Mineirão. Graças a Deus e a competência do nosso time a ausência do maestro não impediu nosso título.

Também foi na seleção que o jogador teve sua maior decepção. Nas quartas de final da Copa América de 1993, Brasil e Argentina decidiram a vaga nos pênaltis. Na sexta cobrança, Boiadeiro chutou mal e viu Goycochea defender seu arremate. Infelizmente, por injustiça do idiota do Galvão Bueno e de um país composto por injustos, o jogador foi execrado e não esteve na lista de convocados para a Copa do Mundo de 1994. Azar da seleção da CBF.

Eu como torço somente para o Cruzeiro tenho orgulho de dizer que vi Boiadeiro jogar e brilhar no Melhor Clube Brasileiro do Século XX. Um dos craques que escreveram nossas páginas heróicas imortais. Obrigado por tudo Boi!

Torcedores. Cultuem a história do Cruzeiro, procurem, pesquisem. Tivemos ao longo dos anos em nossos times, jogadores que vestiram com muita honra a camisa do clube. Não permitam que esse passado morra.

Esses atletas construíram a história vitoriosa do nosso clube, o mínimo que temos que fazer por eles e não permitir que as suas histórias se apaguem com o tempo.

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