Cruzeiro mantém um departamento de anti-marketing…

mineirao-vazioInter 2 x 1 Flamengo. Público: 31.981.
Sport 1 x 0 Vitória. Público: 24.138.
Cruzeiro 0 x 0 Chapecoense. Público: 17.226.

Os mandantes dos três jogos acima têm algo em comum: lutam para não cair neste Campeonato Brasileiro.

Os dois primeiros fizeram promoções para atrair torcedores no último domingo.

Venceram suas partidas.

O Cruzeiro preferiu abraçar seu falido e mal gerido modelo de sócio torcedor.

Depois do empate da última semana contra Palmeiras, uma vitória no Mineirão deixaria o time em uma situação bem mais confortável.

Todo cruzeirense sabe que uma derrota para o líder do campeonato na última rodada não seria um vexame.

Mas ganhar da Chapecoense era obrigação.

Veio um empate sem graça.

Dois pontos nas duas últimas rodadas.

Nas contas de todo mundo, ganhar ontem era obrigação.

Déficit de pelo menos um ponto.

Mano Menezes e Henrique imploraram para que a diretoria fizesse uma promoção de ingressos.
O vice-presidente de futebol, Bruno Vicintin, foi claro: a gestão do programa de sócio torcedor é de exclusiva responsabilidade do departamento de marketing.

O Cruzeiro tem um departamento de anti-marketing.

É o anti-marketing celeste que inflaciona o número de sócios para camuflar sua incompetência na gestão do programa.

No ranking do Movimento por Um Futebol Melhor, o departamento de marketing não fica com a cara vermelha em informar que conta com quase 80 mil sócios.

Número falso.
Não chega nem perto disso.
Vergonhoso.

Marcone Barbosa, atual diretor, deu explicações ingênuas em um recente seminário promovido pela Geral Celeste para explicar o motivo do ingresso ser tão caro.

Palavras desconectadas da realidade.

Piada.

O Brasil (e Belo Horizonte não está fora) vive uma crise econômica grave.
São milhões de desempregados.

O preço praticado pelo Cruzeiro é incompatível com a realidade dos torcedores.

E impensável para um time extremamente limitado.

Torcedores ficaram enfurecidos em ver na internet uma imagem de um bolo de ingressos de cortesia.

Cortesias distribuídas pelo departamento de marketing.

As dezenas de cortesias distribuídas a amigos do marketing não constituem a raiz do problema.

O problema é o amadorismo de um setor estratégico.

Nem pequenos negócios adotam estratégias tão amadoras.

A primeira delas é elementar.

Qualquer estudante de publicidade de primeiro período sabe: pensar no público é decisivo para o sucesso de um planejamento de comunicação.

Depois de entender o comportamento de seus consumidores (o Cruzeiro insiste em tratar torcedores como clientes), planeja-se uma estratégia.

O terceiro passo é definir objetivos.

E, por fim, os resultados são analisados.

No departamento de marketing, ninguém consegue enxergar a gravidade do que ocorreu no domingo.

É tão grave que Mano, Henrique e Bruno Vicintin deram o grito antecipadamente.

O Mineirão era para estar abarrotado ontem.

Ficou longe do que o Cruzeiro necessitava.

O Cruzeiro sofre com tanto amadorismo.

Comments

comments

Ainda não há comentários.

Deixe uma resposta