Em 2009, Cruzeiro decidiu contra o Grêmio uma vaga para a final da libertadores, o jogo foi marcado por racismo e barraco

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É amigo, apesar de todas as dificuldades e percalços que tivemos no caminho desse ano de 2016, chegamos a semifinal da Copa do Brasil e agora que o Cruzeiro chegou, os jogadores vão ter que dar até a última gota de seus sangues para chegar a final.

A última vez que disputamos um mata-mata contra o Grêmio foi em 2009, pela libertadores e eu acompanhei tudo bem de perto, de dentro do clube.

Aquele time, apesar da tragédia da final da Copa, estava bem focado em seus objetivos. O Cruzeiro estava com sua moral elevada, tinha eliminado o São Paulo nas quartas de final com propriedade. 2 a 1 no Mineirão e 2 a 0 no Morumbi. Já o Grêmio tinha se classificado com dificuldades. Dois empates com o Caracas. 1 a 1 na casa dos Venezuelanos e no saudoso Olímpico 0 a 0.

Foi uma preparação toda especial para o jogo, Adilson trabalhou bem a cabeça dos jogadores e claro a parte tática e técnica da equipe. E o treinador levava uma grande vantagem sobre os gaúchos. Adilson foi jogador e treinador do Grêmio, conhecia muito bem o clube.

Bom chegou o dia do confronto. Na chegada da equipe ao Mineirão, a recepção não poderia ter sido melhor. Milhares de torcedores saudaram os jogadores com seus gritos de guerra.

Reportagem exibida pela TV Cruzeiro em 2009 sobre partida entre Cruzeiro e Grêmio

Dentro do estádio outro show, mais de 51 mil apaixonados Cruzeirenses estavam ensandecidos, antes mesmo do jogo começar, já davam espetáculo nas arquibancadas.

O time no vestiário estava aquém a toda essa empolgação do torcedor. Os caras estavam concentrados e focados. As últimas palavras proferidas antes da equipe subir ao gramado foram ditas pelo goleiro Fábio. “Lutamos para chegar até aqui, agora queremos mais, para isso temos que passar por esses caras. “.

E lá se foram os guerreiros para o Gramado. Bola rolou e apesar do placar final de 3 a 1, foi um jogo disputadíssimo. O Grêmio perdeu um caminhão de gols, o que poderia ter complicado a nossa vida na competição.

Bom não tínhamos culpa da incompetência adversaria, se eles não marcavam, nós metíamos a bola para dentro da casinha. Wellington Paulista abriu o placar no primeiro tempo.

Na volta do intervalo, Wagner marcou o segundo gol celeste e o volante Fabinho, que fazia a sua estreia com a camisa do Cruzeiro, fez o seu de cabeça. 3 a 0 tudo parecia tranquilo.

Bom, ai o Grêmio de falta marcou o seu gol, até aí tudo bem, Cruzeiro abriu uma boa vantagem. Só que… Para ferrar com tudo, veio uma confusão, armada por um argentino.

Maxi López fez proferiu ofensas racistas ao atleta Elicarlos

Maxi López fez proferiu ofensas racistas ao atleta Elicarlos

Maxi López, atacante da equipe gremista, fez ofensas raciais ao volante celeste Elicarlos. O hermano chamou nosso jogador de macaco entre outras bobagens, pronto confusão feita e olha, era tudo que Paulo Autuori, treinador do Grêmio na época precisava.

Ao termino da partida Eli Carlos seguiu para a delegacia que funciona até hoje do Mineirão e prestou queixa. A delegada de plantão na mesma hora mandou chamar Maxi López, o atleta ja estava dentro do ônibus, escondidinho, covarde e se negou a ir com os representantes da lei.

Aquela situação foi se arrastando, a delegada mandava buscar e o cara se recusava a ir. Até que a oficial de policia perdeu a paciência e mandou buscar o atacante na marra. Lá foi a PM.

Imaginem a confusão. O segurança do Grêmio foi algemado por tentar impedir a ação da PM e para arrumar mais confusão, não só o Maxi López foi para a delegacia, ele teve a companhia de todos os seus companheiros de time, mais a do Paulo Autuori. Finalmente a patota foi encaminhada para a delegacia.

Lá dentro foi um verdadeiro barraco. Paulo Autuori perdeu a linha. Berrava dentro da delegacia, acusava o Cruzeiro de estar tramando aquilo para enfraquecer o time dele, como se fosse preciso, os caras tinham acabado de tomara três no lombo. Por várias vezes desrespeitou a delegada, a maior autoridade policial que se encontrava no recinto, ele estendia os braços e berrava, me prende quero ver.

A representante da lei ficou de saco cheio das ofensas, então decidiu atender os anseios do treinador, ia prende-lo. Aí os dirigentes do Cruzeiro entraram no meio, acalmaram os ânimos e contornaram a situação.

Depois de muitas horas, finalmente o BO foi lavrado e a equipe do Grêmio liberada e seguiram para o hotel onde estavam hospedados.

Mas o treinador gremista já tinha conseguido o que queria, se tornou vitima da situação, falou um monte de bobagem para as rádios gaúchas, que tudo aquilo que aconteceu não passou de um circo armado pelo Zezé Perrella e sua diretoria, com o intuito de enfraquecer o Grêmio para o jogo da volta.

Cara maluco né! O jogador dele comete um crime e a culpa é do Cruzeiro. E como se precisássemos disso, o time do Autuori tinha tomado um chocolate no jogo.

É só que o jogo em Porto Alegre foi de lascar… mas essa história fica para o próximo texto.

Obs: A merda disso tudo foi que eu mais o Fabrício Fabria nos ferramos. Nós dois formávamos a “grande” equipe da TV Cruzeiro. A treta foi acabar lá pelas 3 horas da manhã e ficamos agarrados no Mineirão até o término do “furdunço”.

Abraços

Rodrigo Genta

Confira os gols do Cruzeiro contra o Grêmio

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