Por Fábio Militão – Onde estão nossos talentos?

futebol-de-rua-1Há cerca de 30 anos atrás, me lembro nos becos de uma vila no  bairro gameleira (hoje é a Avenida Tereza Cristina), no qual  vivi 18 anos de minha vida,  dividíamos espaços para os sonhos.  De um lado um time formado por Pequenos Eders, Reinaldos e entre dois pés de chinelo, um pequeno João Leite. No lado oposto tínhamos: Gomes no gol, Tostão segundo e é claro, EU, sempre queria ser o Joãozinho.

O mais engraçado que “OS DE FORA” também queriam ser Joãozinho, Tostão ou Gomes pelo simples motivo, ser igual seus ídolos.

Bolas de plástico ressecada pelo sol, torcíamos para não cair na vizinhança senão iriam cortar nossa bola.

Nunca surgiu um Pelé,  Dirceu Lopes e nem Tostão mas surgiram alguns que vieram jogar futebol profissional, caso do Jefferson Feijão que atuou no Cruzeiro é Internacional e o Cristian hoje no Corinthians.

Me lembro quando o Sr Hugo, pai do Feijão nos levou para fazer testes no barro preto.

Alguns de nossa turma passaram no teste, mas sem condições de pagar a passagem, desistiram.

Os tempos mudaram, craques da minha época que aprenderam jogar futebol em favelas e guetos não existem mais (podemos citar o Romário como exemplo). Hoje o futebol virou mercado, empresários se tornam sócios dos clubes, colocam um amontoado de jogadores medianos em troca de um bom currículo. Pais se tornam refém, obrigando muitas vezes acabar com suas poupanças ou se endividam para realizar o sonho de sua Família.

7×1- Alemanha;

Desclassificação para Peru na copa América;

Futebol Brasileiro passa pela sua pior crise de sua história. Não revelamos mais Zicos ou Romários. Revelamos jogadores, para serem vendidos aos montes, lembra muito uma parte de nossa triste história onde humanos eram carregados aos montes em navios negreiros no passado.

Quando vou ao Mineirão e vejo no time,  Edmar, Lucas e olhamos para nosso departamento de base que não revela ninguém de talento para o futebol, começamos a entender e ver que existem muito mais interesses pessoais que sentimento pelo clube.

Basta ver que se gastava 70 mil por mês na base e que atualmente esse valor subiu para 200 mil. Fora que o competentíssimo Rodrigo Fonseca foi demitido sem motivo algum e contrataram Alexandre Lemos, alvo do nepotismo que acontece no clube, já que é neto do atual vice presidente, Dr. Lemos!

Resultado, tomamos de 3×0 do nosso maior rival no último fim de semana com um futebol pífio.

Não podemos criticar ou vaiar Lucas ou Edmar e sim, cobrar dos nossos dirigentes respeito com a história do clube.

Abraços

Militão

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