Muito prazer, Arrascaeta

Ele chegou com pompas de novo ídolo da nação celeste, mas seu começo foi complicado. Talvez pela responsabilidade que lhe foi colocada em suas costas pela diretoria Cruzeirense, uma irresponsabilidade e uma sacanagem, afinal, quando Arrascaeta foi contratado pelo Cruzeiro ele não passava de um garoto de 21 anos.

Na sua trajetória com a camisa celeste ele encontrou de tudo. Teve treinador que chegou a questionar a sua capacidade física e entendidos da imprensa, que colocaram em dúvida suas qualidades técnicas.

Parte desses questionamentos podem ser creditadas ao próprio atleta. Em muitas partidas que ele esteve em campo, as suas atuações foram abaixo da média, mas por outro lado, houve uma certa impaciência por parte da mídia e por quem o comandou no clube e pior, faltou competência para extrair o que o atacante tinha de melhor. Aí, como todo bom covarde, foi mais fácil arrumar desculpas e culpas para o fraco futebol apresentado pelo uruguaio, do que arrumar soluções e posiciona-lo de forma correta em campo.

Em várias, em inúmeras oportunidades, Arrascata foi escalado fora de sua posição, teve treinador que o utilizou como um meia de criação, jogador que vem de trás, com incumbência de criar jogadas para seus companheiros de ataque. Não é a dele.

O jovem talento atua mais avançado, caindo pelas beiradas, recebendo a bola nos pés ou em velocidade e indo assim para cima dos seus marcadores. Aí sim seu potencial aparece.

Jogando dessa forma, o terror é garantido aos seus adversário. Pois ele é um atacante leve, rápido e driblador. Quando dispara… Bom os Alteticlanos sabem bem o que acontece.

No ex-clássico, vencido pelo Cruzeiro,  com um gol do atacante Arrascaeta,  a impressão que ele deixou é que  aquele atleta apático e que em várias oportunidades “sumia” em campo, faz parte do passado.

A nova realidade que o torcedor do Cruzeiro verá é a de um jogador aguerrido, diferenciado e decisivo, que não tem medo de assumir o papel principal dentro do time.

Seja bem vindo Arrascaeta. A Nação Azul o aguardava ansiosamente.

 

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