ETERNO – ADEMIR ROQUE KAEFER

Ele chegou em 1986 ao Cruzeiro e a fase era das piores. O time tinha conquistado apenas um Campeonato Mineiro na década 80, o de 1984 e via o seu rival deslanchar no cenário nacional.

Mas Ademir mostrou que ele não vinha para o Cruzeiro para ser mais um. No ano seguinte a sua chegada, o Cruzeiro levantou o caneco de Campeão Mineiro, em um jogo muito tumultuado contra o seu rival.

ademir-bwAdemir era o famoso volante, volante. Os atacantes adversários sofriam com a marcação do jogador. Ele não dava trégua. Era um atleta inteligente, estava sempre bem posicionado, o que facilitava para ele antecipar o adversário e roubar a bola e ele ainda tinha uma outra qualidade que todo volante tem que ter, quando precisava, ele não tinha vergonha de sentar a botina.

Tinha uma deficiência terrível, não conseguia dar um passe para o lado. Reza a lenda, que assim que Ademir roubava uma bola, os jogadores do meio falavam para ele deixa-la, que eles resolviam o resto.

O volante fez parte da equipe que fez o Cruzeiro ressurgir não só para o Brasil, mas como para toda a América do Sul.

Ademir foi campeão da Supercopa em 1991. A partida que nos deu o título foi eletrizante. O Cruzeiro havia perdido para o River Plate por 2 a 0, no jogo de ida, que aconteceu na Argentina. Para ser campeão, sem passar pelo sufoco das penalidade, a raposa tinha que fazer uma diferença maior que dois gol.

E foi o que aconteceu. E adivinhem quem abriu o placar? Ele mesmo, Ademir. Depois de uma cobrança de escanteio, o volante subiu mais que todo mundo dentro da área e de cabeça balançou as redes,  pronto a porteira estava aberta.

Mário Tilíco que não era bobo nada, aproveitou  que os argentinos vieram para cima tentar o empate e deitou o cabelo, marcou dois gols, que garantiram a conquista inédita para o Cruzeiro.

Ademir também teve o privilégio de levantar a primeira taça do Cruzeiro de Campeão da Copa do Brasil. Ele era o capitão daquela equipe que bateu o Grêmio em 1993.

A carreira do Ademir foi marcada pela sua raça e dedicação ao clube. Honrou como poucos a camisa do Cruzeiro. Ficou no Clube de 1986 até 1995, deu uma saidinha em 1993, foi para o Racing, mas rapidinho voltou para a sua casa, o Cruzeiro, onde encerrou sua carreira.

Sua determinação, sua raça, seu amor ao clube, tornaram Ademir um símbolo de toda uma geração de Cruzeirenses. Se você que é mais novo não sabe quem foi esse volante raçudo, tá aí um bom exercício para você! Pesquise, tenho certeza que você vai se orgulhar com os feitos desse ídolo eterno.

Títulos

Supercopa Libertadores: 1991
Copa Ouro: 1994
Copa Master da Supercopa: 1995
Copa do Brasil: 1993
Campeonato Mineiro: 1987, 1990, 1992 e 1994

Seleção Brasileira

Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos: 1984 e 1988
Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos: 1987

Torcedores. Cultuem a história do Cruzeiro, procurem, pesquisem. Tivemos ao longo dos anos em nossos times, jogadores que vestiram com muita honra a camisa do clube. Não permitam que esse passado morra.

Esses atletas construíram a história vitoriosa do nosso clube, o mínimo que temos que fazer por eles e não permitir que as suas histórias se apaguem com o tempo.

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