A maldição do 6 a 1

Vamos lá.

Fiz uma breve pesquisa aqui e olha que apesar de não acreditar nessas coisas, fiquei surpreso.

A característica  do Número 6 pela Numerologia Pitagórica

Características positivas: espírito conciliador, generosidade, estabilidade, idealismo, preocupação com o lar, a comunidade, companheirismo, equilíbrio, justiça.

Características negativas: acomodação, espírito de mártir, cobranças excessivas, ciúmes, ressentimento, dificuldade em aceitar a realidade.

Pois é. Olhem as coincidências.

A semana que antecedeu aquela decisão e que fique claro, decisão para o Cruzeiro, porque o rival já estava de boa, quem estava com a corda no pescoço éramos nós. Se perdêssemos, era segundona, mancha na história do clube.

Mas como eu ia dizendo, a semana que antecedeu o clássico, selou-se uma paz entre torcidas, dirigentes e jogadores. A turma estava focada, unida e sabiam da responsabilidade que carregavam. Eles tinham a obrigação de honrar o manto celeste, camisa de tantas glorias e mais! Serem justos com os mais de 9 milhões de torcedores do Cruzeiro que nunca os abandonaram, caminharam lado a lado naquele que foi um dos piores anos de nossa história.

Notaram como o que acabei de escrever bate com as características positivas do numero 6? Não!!! Leiam de novo caso não tenham conseguido associar.

O resultado foi uma vitória acachapante em nosso rival 6 a 1. (Observação: O resultado foi fantástico, entrou para a história, mas vale lembrar que ele não valia título, para ser bem sincero, a situação que chegamos na última rodada era para ficar com vergonha. Um clube da grandeza do Cruzeiro não pode chegar na ultima rodada com a obrigação de vencer seu jogo para evitar o rebaixamento).

Bom vencemos, seguimos na primeira divisão, onde é o nosso lugar. Mas…

Entramos na maldita era do 6 a 1.

Porque maldita? Acomodamos. Para uma grande maioria (torcedores e diretoria) esse resultado foi realmente um título, uma grande conquista e NÃO!!! NÃO FOI!! ESTÁVAMOS LUTANDO PARA NÃO CAIR. Mas infelizmente grande parte dessa maravilhosa torcida adotou essa ilusão e os dirigentes logicamente agradecem.

Afinal metemos 6 no rival, somos fodas, mas perdemos a capacidade de ver o que esta a nossa frente. Olhem como foi o ano de 2012. Terrível, tivemos que aturar Celso Roth.

Aí veio 2013 e 14. Gilvan a a sua cúpula  finalmente acertaram. Trouxeram um cara arrojado, ambicioso, com desejo de grandes conquistas, chegava ao clube Alexandre Matos, para assumir o cargo de diretor de Futebol. E o cara trabalhou e muito para colocar o nome do Cruzeiro no topo. Montou um timaço para o então treinador Marcelo Oliveira, o time deu liga e os resultados todos nós sabemos, inclusive vivenciamos..

Mas nem esses títulos foram capazes de espantar de vez a maldição das características negativas do número 6.

Em 2015 Matos foi embora e quem somos nós para julga-lo. O cara queria ganhar a Libertadores mas o plano do presidente Gilvan era montar um time meia boca, gastar pouco, trazer jogadores que não condiziam com a grandiosidade do Cruzeiro, ficar em uma posição intermediária no Brasileiro e só. Para se ter base da draga que foi essa temporada, ficamos até quase o meio do ano sem Diretor de futebol, Gilvan assumiu a função, assessorado por Benecy Queiroz.

O presidente ainda teve o disparate de contratar para treinado o ultrapassado Luxemburgo e com ele veio o grande Tinoco para ocupar o cargo de Diretor de Futebol.

Deu tudo errado, foi um ano trágico, eliminados da semifinal do Mineiros, de novo, da Copa do Brasil e para piorar o presida me traz Luxemburgo para ser o treinador do clube. Foi uma hecatombe. Resultados ruins um atras do outro. Só um ser humano na terra não conseguia enxergar a tragédia que se desenhava. O Cruzeiro caminhava a passos largos para o rebaixamento.

Essa maldita teimosia, essa vontade louca de ser mártir do mandatário maior do clube, quase nos custou uma segundona. Ele levou uma eternidade para se livrar do Luxemburgo. Aí veio o mano, ele operou um pequeno milagre e nos livrou de uma possível tragédia.

Mas a maldição do 6… tá lá. Time uma merda, diretoria toda atrapalhada, cometendo erros atras de erros, ms foda-se. Afinal, “estupramos os caras em 2011”, tá de boa. Cobrar para que!

Veio 2016, PORRA!!!  Já se passaram 5 anos do 6 a 1, cheguei a acreditar que estaríamos livre dessa maldição… Doce ilusão.

O Cruzeiro contratou um diretor de futebol, Thiago Scuro, um celebre desconhecido que vinha de um time pequeno, o Red Bull. Com a promessa de revolucionar o futebol do clube. Iria fazer contratações através de analise de desempenho dos atletas pretendidos pelo clube. No papel o negocio era até bonito, vistoso, mas na prática… Olha a patota que chegou:

Ezequiel (lateral-direito), Lucas (lateral-direito), Bryan (lateral-esquerdo), Edimar (lateral-esquerdo),  Bruno Nazário (meia), Matias Pisano (meia), Rafinha (meia), Robinho (meia), Sánchez Miño (meia), Denílson (volante), Federico Gino (volante), Lucas Romero (volante), Marciel (volante), Douglas Coutinho (atacante), Rafael Silva (atacante), Ramón Ábila (atacante), Rafael Sobis (atacante)

Lógico que não para por aí. A diretoria do Cruzeiro efetivou Deivid para o cargo de treinador do time, nada contra a pessoa, mas aqui o cara era auxiliar do Luxa. Pô!  Lembro de uma entrevista que o treinador concedeu para o Heverton Guimarães, apresentador do programa Os Donos da Bola, da TV Bandeirantes, foi algo de ficar chocado.

O que jovem treinador queria implantar no Cruzeiro era algo surreal. A sua idéia era manter a posse de bola a qualquer custo, mesmo que isso não levasse perigo algum ao adversoras. Chutão!!! De maneira nenhuma, nem que isso custasse um gol do adversário. Me expliquem, tinha como dar certo o Deivid ser o comandante do time estrelado?

Primeiro: Ele ainda não tinha conhecimento e experiência suficiente para implantar o esquema tático que ele queria para o time.

Segundo: ele não tinha no elenco jogadores com características e qualidades para fazer esses sistema de jogo funcionar.

.Resultado, mais uma ano sem chegar a final do Mineiro e eliminação na Copa do Brasil. (Deivid foi demitido antes da eliminação da Copa do Brasil)

Aí diretoria buscou em Portugal o Paulo Bento. O cara estava parado a dois anos. Ele chegou aqui com sua trupe de portugas, e fechou com esse grupo. Não buscou orientação dos “velhos de casa”, Até que o time deu uma melhorada, mas a insistência dele em jogar com Alano, Bruno Viana, Bruno Ramires entre outros, levou o time novamente para aquela zona que ninguém quer estar, a do rebaixamento.

Depois de muitas invenções mal sucedidas, Paulo, o portuga, Bento caiu. A diretoria agiu rápido, pois se fazia necessário tal atitude e trouxe Mano Menezes. A esperança era que ele repetisse o milagre de 2015. O milagre demorou mais do que era esperado, todavia ele cumpriu seu papel, o time não caiu, mas… nesse finalzinho de campeonato a opção de atuar com o Wilian no ataque celeste, tem deixado o torcedor com a pulga atras da orelha.

Viram!!! Apresentei para vocês todas as características negativas do número 6, segundo a numerologia pitagórica

Como falei lá no início, o 6 a 1 foi bom durante um certo tempo, mas hoje ele virou uma muleta. O time ta mal, mas ganhamos de 6 a 1. contratamos o Miño, mas humilhamos o rival. Estamos lutando para não sermos rebaixados, mas da para aparecer no telão do Mineirão fazendo o 6 a 1.

Volto a falar, foi uma vitória mágica, magistral, mas valia a permanência na primeira divisão e não um título. Temos mesmo que nos orgulharmos pela vitória esmagadora sobre o rival, mas não podemos esquecer que se tudo desse errado, cairíamos. E volto a falar. O CRUZEIRO NÃO É CLUBE DE FICAR LUTANDO PARA NÃO CAIR.

Vou  lhes fazer um apelo, toda vez que vocês pensarem em fazer algo que arremeta ao 6 a 1, façam, mas em seguida, construam uma critica para essa atual diretoria, cobrem e postem em suas redes sociais. E aí Combinado?

Vocês vão ver, vamos entupir facebook, twitter e não sei mais o que, de reclamações relacionadas aos absurdos feitos por essa gestão.

Ah para finalizar, vamos começar mais um ano sem diretor de futebol, não que o Scuro fosse fazer alguma diferença, provou que ainda tem muito que caminhar para se tornar um homem do futebol, afinal, é só ver as dragas que ele trouxe para o Cruzeiro

A última. Preparem seus corações, 2017 é ano eleitoral e sabe-se Deus o que vem pela frente.

Pacto União Celeste

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