Rafael Naves – Os 300 de La Plata

est 0 x0 cru 0,,21310276-EXH,00Era 2009, eu estava a caminho do Morumbi, abraçando o projeto do Tri da Libertadores. Poucos dias antes havia prometido a mim mesmo que iria em todos os jogos até o título, e ali estava botando em prática. Fui no ônibus da TFC, com outros 3 amigos. Uma viagem bacana, cheia de animação e confiança. Não deu outra, metemos 2 a 0 com aquele lindo gol do Henrique. Segue o jogo, agora era o Grêmio (nosso maior freguês de mata-mata), e eu infelizmente fui incapaz de manter minha promessa de ir a todos os jogos, era fim de mês, o tempo foi curto e não tive como ir, MAS, fui pro aeroporto, entreguei reportagens e vídeos com desdenho dos gremistas, cantei, apoiei e até saí na matéria de um programa esportivo representando o nosso amor supremo. Como mostra a história, batemos mais uma vez no Grêmio. Agora é final!

Agora sim, dessa vez vem o Tri. E não tinha nada que me deixasse de fora. Comprei meu pacote e bora para a Argentina. Porém, veio a maior e melhor mulher da minha vida (minha mãe) e disse: “Você ficou louco? Argentina é foco da gripe suína! ” E eu disse “Mãe, te entendo, mas preciso da sua ajuda, onde compro máscaras? ” E assim, meio que garganta a baixo, ela me ajudou. Comprei quase 100 máscaras para não ter perigo nenhum. Tudo preparado, bora!

Empolgante o aeroporto em BH, mais ainda o voo! Chegando em Buenos Aires, fomos logo recepcionando pela imprensa e em minutos já estampávamos as capas de todos os sites “TORCIDA DO CRUZEIRO COMEÇA A CHEGAR NA ARGENTINA” e lá estávamos, orgulhosos e confiantes.

Como é de conhecimentos de todos, a gripe suína, atrapalhou o número de torcedores, porém a mim não faria diferença alguma, e sabe por quê? “Não tem maconha, nem cocaína, pelo Cruzeiro eu pego até gripe suína”. Sim, esse era o nosso canto que entoava na terra dos Hermanos.

Na hora de ir para o estádio, nos concentramos e fomos para as vans. Aos cantos o trajeto foi se encurtando e a proximidade da partida batia em nossos corações. “AH UH! AH UH! AH UH! ” Inspirados no filme 300, era nosso grito de guerra na chegada do estádio, que por sinal chegamos fortes, escoltados junto ao time azul estrelado.

O jogo em si foi bom pra gente, brigamos e quase arrancamos um empate. Fizemos a festa na noite e curtimos nosso resultado, e no dia seguinte dia de voltar pra casa. Infelizmente, aquele não foi nosso ano do TRI, mas com certeza foi um ano especial e tive oportunidade de conhecer grandes cruzeirenses, que mantenho contato até hoje.

Então, se você estiver no Mineirão, e escutar o grito “AH UH! AH UH! AH UH! ” Prazer, somos os 300 de La Plata!

É isso ai, obrigado pela oportunidade! Forte abraço

Rafael Naves

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